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Dia Internacional da Mulher e o que a Psicologia tem a ver com isso

  • 8 de mar. de 2018
  • 2 min de leitura

Hoje, dia 8 de março, é Dia Internacional da Mulher. Aqui pelo Brasil, muitos têm o costume de nessa data, parabenizar as mulheres que lhe são próximas e mesmo presenteá-las, talvez especialmente com flores. Mas o dia 8 de março não é sobre flores. Para entendermos isso, é preciso que a gente compreenda como surgiu essa data. Muitos associam seu surgimento a um incêndio que ocorreu em uma fábrica em Nova York em 1911, onde operárias morreram carbonizadas. Outros associam a criação da data a greves e mobilizações de mulheres, eventos que marcaram a luta das mulheres por igualdade política e melhores condições de trabalho. Historicamente, foi em meio a um cenário de muita luta por garantia de diretos que surge o Dia Internacional da Mulher.

Assim, está tudo bem, é claro, se você mulher gosta de receber flores nessa data, não há nada de errado nisso. Mas podemos nos questionar o quanto esse costume brasileiro não está relacionado a uma invisibilização da história por trás da criação dessa data e, assim, da luta das mulheres por direitos.

O que a Psicologia tem a ver com isso?

Tudo. Não só porque a Psicologia é uma profissão formada em sua maioria por mulheres, mas também porquê é uma profissão da área de humanas e saúde, que deve estar comprometia com a defesa de direitos. Comprometida, então, com a igualdade de gênero. A desigualdade entre homens e mulheres, seja nos relacionamentos interpessoais e familiares, no trabalho ou na escola, dentro de nosso lar ou nas ruas, causa o sofrimento de milhares de mulheres diariamente. No extremo dessa desigualdade, temos os casos de violência sexual e feminicídio.

A Psicologia tem o papel de em suas práticas e discursos se posicionar contra qualquer preconceito, opressão, discriminação e violência, refletindo sobre o quando suas práticas e discursos permitem e impedem que determinadas vidas, como a das mulheres, possam existir e serem vividas. Comemoremos, então, todas as nossas conquistas, e as conquistas de todas as mulheres que vieram antes de nós, mas que a gente não se esqueça: ainda falta muito a ser conquistado e é papel da Psicologia estar junto das mulheres nessa luta por igualdade e direitos.


Lívia G. Halfeld

CRP 05/50869


Mais que flores, toda mulher merece respeito e igualdade de direitos

 
 
 

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